IPCA sobe 0,26% em setembro; abaixo do esperado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do país, subiu 0,26% em setembro, após alta de 0,23% no mês anterior.

No ano, o IPCA acumula alta de 3,50%. Enquanto isso, nos últimos 12 meses, o índice de inflação registra elevação de 5,19%.

O dado ficou acima dos 4,61% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já em setembro de 2022, a variação mensal foi de queda (-0,29%).

Apesar da alta, o dado ficou abaixo do esperado pelo mercado, que estimava inflação de 0,34% no mês e variação de +5,27% na comparação anual.

Os preços de seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em setembro. O maior impacto positivo (0,29 p.p) e a maior variação (1,40%) vieram de Transportes, seguido por Habitação (0,47% e 0,07 p.p.). 

Por outro lado, entre as quedas registradas na pesquisa, destaca-se o grupo Alimentação e bebidas, cujos preços caíram pelo quarto mês consecutivo (-0,71% e -0,15 p.p.).

No grupo dos Transportes (1,40%), o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços da gasolina (2,80%), subitem com a maior contribuição individual (0,14 p.p.) no índice do mês. O item combustíveis teve alta de 2,70%, acompanhado pelo óleo diesel (10,11%) e o gás veicular (0,66%). Enquanto isso, o preço do etanol caiu 0,62%.

O IBGE calcula o IPCA desde 1980. Ele se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte. O índice abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. 

INPC

Além do IPCA, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,11% em setembro, abaixo da variação do mês anterior, que foi de 0,20%.

Assim, o indicador acumula alta de 4,51% nos últimos 12 meses, acima dos 4,06% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. No ano, o INPC acumula elevação de 2,91%, enquanto em setembro de 2022 a taxa foi de -0,32%.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979. O índice se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários-mínimos, sendo o chefe assalariado. Ele abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

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