A inflação nos Estados Unidos surpreendeu e veio abaixo do esperado em maio.
O Índice de Preços ao Consumidor – CPI em inglês, ficou estável (0,0%) na base mensal, após alta de 0,3% em abril. O Departamento de Trabalho americano divulgou os dados nesta quarta (12).
Com o resultado, o CPI atingiu alta de 3,3% nos 12 meses anteriores a maio, contra 3,4 em abril.
O CPI (Consumer Price Index) é o indicador responsável por medir a inflação ao consumidor nos EUA.
O índice tem apresentado uma tendência de queda após registar fortes leituras em fevereiro e março. Assim, as pressões dos preços podem continuar a se moderar à medida que os principais varejistas, como a Target, reduzem os preços de produtos que vão de alimentos a fraldas, a fim de atrair os consumidores preocupados com a inflação.
Nesse contexto, o índice de energia caiu 2,0% no mês, liderado por uma queda de 3,6% no índice de gasolina.
Por outro lado, o núcleo da inflação, que exclui a variação dos preços de alimentos e energia subiu 0,2% em maio. Em 12 meses, a taxa acumulada está 3,4%.
Enquanto isso, o índice de habitação atingiu o 4º mês consecutivo de alta, subindo 0,4% em maio.
Por fim, destaca-se que o índice de alimentos aumentou 0,1% em maio. A alimentação fora casa subiu 0,4% e em de casa permaneceu a mesma.
GUERRA CONTRA A INFLAÇÃO LONGE DO FIM
Apesar da desaceleração anual da inflação ao consumidor em relação ao topo de 9,1% registrado em junho de 2022, o índice continua acima da meta do Banco Central dos EUA (2%);
O crescimento do emprego acelerou em maio e os salários aumentaram, mas a taxa de desemprego subiu para 4%, informou o governo americano na semana passada.
Com isso, segundo a análise da maioria dos especialistas, a tendência é que o Fed mantenha a taxa de juros na faixa atual, que vai de 5,25% a 5,50%.